NA CONTRAMÃO DA LIBERDADE

Venho constatando que a medida socioeducativa de Liberdade assistida vem sofrendo uma precarização enquanto o seu percurso natural: O adolescente ter condições e subsídios para seguir o seu cumprimento; porém ao longo desses últimos cinco anos com a municipalização das medidas em meio aberto,tenho notado a falta de estrutura para o atendimento e acompanhamento dos adolescentes, sobretudo no aspecto da equipe de profissionais capacitados, tanto quanto os projetos e contingente atendido.

De acordo com informações publicadas no Jornal Diário da Região existe hoje um número de trezentos e cinquenta adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa de liberdade assistida, assistidos por um só projeto, deixando de ser eficaz, eficiente e efetivo, e para tanto o SINASE preconiza que, para vinte adolescentes tenha um orientador responsável pela inclusão destes adolescentes em sua comunidade nas áreas: Escolar, esportiva e de lazer, cultural e profissionalizante.

A medida socioeducativa de liberdade assistida segundo Antônio Carlos Gomes da Costa sem a rede, ou seja, Centros de juventude, Centros Culturais, Centros esportivos ou Profissionalizantes, se torna uma medida isolada, burocrática e deixa de cumprir com seu papel, vital à sociedade. Tendo ela neste sentido seguir na contramão de sua existência.

José Boff é Pedagogo e Palestrante

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