CURSO DE CAPACITAÇÃO PÓS ELEIÇÃO PARA CONSELHEIROS(AS) TUTELARES

Curso de Capacitação para Conselheiros(as)  Tutelares Pós Eleição dos Membros do Conselho Tutelar

A Oficina de Pedagogia presta  assessoria aos municípios no processo de formação continuada para conselheiro tutelares visando qualificar sua intervenção nos casos que são de sua competência dentro dos princípios Constitucionais e do Estatuto da Criança e do Adolescente.

O Cotidiano do Conselho Tutelar

Público Alvo: Conselheiros Tutelares. Duração : 16 horas

Conteúdo Programático

  • História da atenção à criança e ao adolescente no Brasil;
  • Estatuto da Criança e do Adolescente;
  • O Conselho Tutelar e sua natureza não jurisdicional;
  • Competências e atribuições e o e limites Territorial de atuação do Conselho Tutelar;
  • Atribuições do Conselho Tutelar;
  • Aplicação de Medidas Especificas de Proteção;
  • Aplicação de Medidas Prevista no artigo 129, incisos I a VII;
  • Formalização de Procedimentos e Encaminhamento;
  • Ética, postura profissional do Conselheiro Tutelar
  • Estudo de caso
  • Metodologia de intervenção
  • Informações
  • Tel. (17)98118- 6128 –  (17)98186-7928
  • E-mail:jose@joseboff.com.br
  • Site:www.joseboff.com.br

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Infográfico- Fluxo de Atendimento Conselho Tutelar

         Tenho visto muitas dificuldades dos profissionais em entender o fluxo de atendimento dos casos de violação dos direitos no Conselho Tutelar. Por isso criei o fluxograma para ajuda-lo na visualização do processo completo. Clique aqui para ter acesso gratuito:http://joseboff.rds.land/infografico-fluxo-de-atendimento-dos-casos-conselho-tutelar

3 Fatores importantes da lei da escuta humanizada de crianças e adolescentes vítimas de violência

Engrenagem 1.2Dados confirmam que, a cada hora, são registrados pelo menos cinco casos de violência à crianças e adolescentes no Brasil. Esse número assusta a todos, principalmente quem já passou por isso ou tem algum amigo ou família que sofreu violência sexual.

Depois de muito tempo sem dar a devida atenção para esse grave quadro do país, o Senado Federal aprovou em março desse ano, uma lei que possibilita a utilização de novos procedimentos de escuta, e tomada de depoimentos de crianças e adolescentes vítimas de violência.

Se você é um profissional de direito, ou somente um cidadão que se interessa pelas mudanças que o governo está propondo, para mudar o cenário de crianças e adolescentes, vítimas de violência no país, então confira o texto abaixo, que contém informações sobre os procedimentos recentes.

Novos procedimentos para escuta de crianças e adolescentes

Mas afinal de contas, que novos procedimentos são esses? Bom, para quem ainda não sabe, a lei cria  duas novas maneiras para ouvir as crianças e adolescentes.

A primeira, é a escuta especializada, que é feita perante órgão, que fica incumbido de cuidar do caso pela rede de proteção.

A segunda, é o depoimento especial, que caracteriza o processo no qual a criança ou adolescente dá a sua versão da história para um juiz ou policial.  Durante o depoimento, estarão presentes profissionais, com intuito de auxiliar a criança ou adolescente nesse processo, e mostra-los quais são seus direitos, de fato.

Sobre as regras

Uma criança que sofreu violência, principalmente sexual, e tem menos de sete anos, só pode dar o depoimento especial uma vez. Caso seja necessário repetir o procedimento, é preciso a concessão de uma autoridade judicial, e também que a vítima concorde em falar novamente, ou em última instância, uma testemunha.

Além disso, o órgão responsável pelos novos procedimentos para escuta de crianças e adolescentes vítimas de violência, afirma que tanto o depoimento especial, quanto a escuta especializada serão feitos em um local, feito para que as vítimas se sintam à vontade. A privacidade das mesmas também deverá será respeitada, acima de qualquer coisa.

Benefícios

Os novos procedimentos, para escuta de crianças e adolescentes vítimas de violência, trarão mudanças a longo prazo para o Brasil. A secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Cláudia Vidigal, afirma que trabalhar para que as vítimas não tenham que passar por isso novamente é um grande passo.

Além disso, Cláudia diz que a partir da aprovação dessa nova lei, crianças e adolescentes passam a, finalmente, ser ouvidos com todo o cuidado e proteção que merecem. Ela conclui que também aposta em um crescimento significativo no número de denúncias de violência à criança e ao adolescente.

Bom, agora você, cidadão consciente ou profissional do direito, já sabe um pouco mais sobre a nova lei, que finalmente aprovou novos procedimentos para escuta de crianças e adolescentes vítimas de violência. Continue se informando e lutando pelos direitos dessas vítimas, para que possamos mudar a situação do país.

José Boff é Pedagogo, Pós Graduado em Psicopedagogia Clinica e Institucional e Especialista em Gestão de Políticas Públicas

 

Quem Sou Eu

 IMG_3598Graduado em pedagogia e pós graduado em psicopedagogia. Especialista em gestão de políticas públicas e  Especialista em Políticas Públicas e Socioeducação pela  Universidade de Brasilia (UNB). Desde de 1995 atua como palestrante, facilitador e consultor nas áreas de politicas  públicas de atendimentos aos direitos da criança e do adolescente. Participou da elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente. Atuou como gestor na execução das medidas socioeducativas em meio aberto- Regional da Fundação Casa de Barretos, SP e São José de Rio Preto,SP. Assim é um especialista nesta área com mais 30 anos de experiência.

Requisitado pelo terceiro setor e órgãos públicos para realização de palestras e treinamentos de colaboradores contribuindo para qualificação e crescimento dos profissionais, resultando no aumento de sua produtividade.

Concepção sobre a infância e o Sistema de Garantias de Direitos

Os direitos humanos em sua máxima não é algo particular de um país ou de uma nação, é algo que vai além de qualquer fronteira e é algo de consciência e prevalência nas normas internacionais. Seja por conta dos dispositivos constitucionais, seja por indicações prescritas por legislação. E é assim que se faz a implicação do Sistema de Garantias de Direitos sobre a infância.

O relacionamento focado nas transformações de cunho moral, ético, político, econômico que fazem a formação desse ser social tão diversificado e especial chamado ser humano, que necessita estar em evolução dentro da sua sociedade ao mesmo tempo que foca na contradição de seu processo interno é um diferencial para a afirmação de suas garantias de direitos e deveres.

Uma dessas afirmações, a dos direitos da criança e do adolescente, que não é de cunho único de um país, como vimos, mas sim da comunidade global, é consolidada não por uma prescrição legal apenas, mas está estabelecida na Convenção dos Direitos da Criança.

Essa Convenção acaba com a ideia de que um ser que não tem determinada idade – considerada madura – seja um objeto. Algumas nações, ainda guardam na semântica de seu idioma esse traço (como é o caso da língua inglesa que utiliza o it – pronome utilizado para se referir a coisas – quando falam de crianças e animais).

Essa legislação que garante o sistema de garantias dos direitos da criança e do adolescente foi aprovada pela ONU (Organização das Nações Unidas), no ano de 1989, e é uma reflexão de idêntica daquilo que é praticado em todos (ou na maioria) das organizações internacionais e cuida completamente pela proteção da integralidade da população infanto-juvenil, além de reconhecer como parte integrante da sociedade cada um dos membros dessa etária como cidadão.

Garantias de Direitos da Infância e da Juventude: Uma consonância global e nacional

No Brasil essa congruência foi adotada profundamente na Constituição Federal e esses princípios de ensinamento e catequização da sociedade em proteger os direitos fundamentais. Escrito em 1988 (artigo 227) regularizava as diretrizes daquilo que se fazia entender por ação normativa do Código de Menores que havia sido criado nove ano antes (1979).

A partir da Constituição Federal, não apenas a criança, mas também o adolescente, são reconhecidos como constituintes e possuidores das garantias de direitos de serem cidadãos, mesmo que ainda sejam, naturalmente, seres em desenvolvimento e com necessidades específicas.

Ainda assim se faziam necessárias intervenções afim de garantir que a democracia não massacrasse essa parcela significativa de humanos. Assim, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) acabou agregando ao integrar a esse projeto que foi implantado pela Lei nº 8069/90. Assim sendo, além de reconhecidos como cidadãos e parte da sociedade, crianças e adolescentes começaram a ser reconhecidos como membros com necessidades e vulneráveis. Que careciam de proteção logicamente proporcionada pelo seio familiar, mas além: pela sociedade e também pelo Estado.

O ECA na verdade aprimora o sistema de garantia de direitos constitucionais estimulando mais ainda a necessidade da participação da comunidade além da fiscalização das políticas que devem atender às necessidades da tríade Família-Sociedade-Estado. E assim, apoia a coletividade e pede do controle estatal e civil mais fiscalização sobre a pauta.

Apesar de ainda se ter muitas necessidades e precisar ser reformulado muito no que concerne à integração do SGDCA (Sistema de Garantia de Direitos à Criança e ao Adolescente), braço criado pelo ECA, por constatar que, ainda há brechas gritantes para que todos os direitos sejam realmente garantidos, os avanços são grandes.

Afinal de contas, O SGDCA tem como objetivo fundamental criar mecanismos que controlem efetivamente e promovam a defesa e o controle dos direitos da criança e do adolescente, sejam eles civis ou mesmo culturais (ou quaisquer que sejam).

Em suma, o Sistema de Garantias de Direito preconiza a preferência estratégica de toda e qualquer ação que priorize o atendimento a todas as questões relacionadas à infância. Mas, há a concepção de que a casta infanto-juvenil ainda carece de proteção integral e prioridade total assim como demanda as legislações vigentes.

José Boff é Pedagogo e Especialista em Gestão de Politicas Públicas  e Socioeducação

Guia de Orientação para o Processo de Escolha Unificado do Conselho Tutelar

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O segundo processo de escolha unificado ocorrera no dia 06 de outubro de 2019, quando serão escolhidos os novos membros que farão parte do Conselho Tutelar para o próximo quadriênio.

A Secretaria Nacional dos Direitos Humanos de Crianças e Adolescente publicou o Guia que serve  de subsidio para os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente  na sua responsabilidade administrativa de conduzir o processo de escolha dos membros do Conselho Tutelar.

O Guia pode ser baixado no link: Baixe aqui

ADOLESCENTES EGRESSOS DO SISTEMA SOCIOEDUCATIVO E ESCOLARIZAÇÃO: A FRAGILIDADE DAS PRÁTICAS INTERSETORIAIS

celso yokomiso, José Boff

 

RESUMO

O abandono dos estudos por jovens egressos em medida socioeducativas consiste uma realidade que demanda ações preventivas e intersetoriais. O Estatuto da Criança e do Adolescente já determina obrigação das entidades que desenvolvem programas de internação de manter programas de apoio e acompanhamento de egressos (BRASIL, 1990, art. 94, XVIII). Porém, este acompanhamento ocorre somente 18,44% dos estabelecimentos socioeducativos (CNJ, 2012). Em particular, as políticas públicas referentes ao egresso ainda são tímidas e pouco eficazes. A pesquisa tem como objetivo investigar o percurso escolar de jovens egressos, trazendo reflexões sobre as ações dos equipamentos socioeducativos e escolas. Para tanto, foi realizada pesquisa qualitativa, junto a jovens egressos e socioeducadores. Após a realização das entrevistas semiestruturadas, os dados foram transcritos, sistematizados e submetidos à análise de conteúdo. Os resultados apontam para a fragilidade da rede de serviços e a falta de ações preventivas frente à evasão escolar; a importância dos vínculos com socioeducadores e professores para a permanência do jovem na escola; a pouca atenção da família quanto aos assuntos escolares; e a primazia do trabalho frente aos estudos. Sugere-se a formação de comissões intersetorias entre escola e equipamentos socioeducativos e a construção de políticas específicas visando o acompanhamento do egresso, a fim de se garantir a continuidade dos eventuais ganhos socioeducativos. A formação de espaços intersetoriais e o trabalho conjunto pode ainda favorecer a circulação de novas representações sobre as ações socioeducativas, abrindo campo para práticas integradas e ainda mais democráticas.

PALAVRAS-CHAVE

medidas socioeducativas, educação, intersetorialidade
Fonte:http://revista.faculdadeprojecao.edu.br/index.php/Projecao2/article/view/1170

TEXTO COMPLETO:

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CONANDA – Novas resoluções do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) emitiu conanda_grrecentemente novas resoluções, em diversas áreas, na defesa dos direitos da criança e dos adolescentes.Tais resoluções apresentam estratégias para o enfrentamento da violência letal contra crianças e adolescentes (Resolução CONANDA nº 213/2018); incentivam um maior protagonismo infantil visando a melhoria da participação de crianças, adolescentes e demais representações de povos e comunidades tradicionais no controle social dos direitos de crianças e adolescentes (Resolução CONANDA nº 214/2018); e, propõe parâmetros e ações para a proteção dos direitos no contexto socioambiental de obras e empreendimentos (Resolução CONANDA nº 215/2018).

Resoluções de 2018

Resoluções do Conanda

Resoluções são documentos, geralmente deliberados de uma assembléia ou congresso, que se constituem na forma legal de os órgãos darem visibilidade aos seus atos administrativos, decisões ou recomendações.

Por meio das resoluções o órgão pode, por exemplo, apresentar seu posicionamento em situações de conflito ou divergência; lançar editais e programas; regulamentar a aplicação de medidas previstas em lei; e dispor sobre critérios para repasse de recursos de fundos.

Por serem textos de domínio público, todas as resoluções devem ser publicadas no Diário Oficial da União ou no Diário Oficial do estado onde o órgão atua. Esta é uma etapa muito importante do processo de construção do documento já que ele só tem validade após essa publicação.

No caso do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), um órgão de caráter deliberativo, todas as resoluções – construídas de forma coletiva durante as assembléias do órgão, sejam elas ordinárias ou extraordinárias – são divulgadas no Diário Oficial da União.

Em sintonia com a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente, o poder deliberativo atribuído a colegiados como o Conanda e o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) caracteriza suas resoluções como marcos normativos nacionais que devem ser cumpridos integralmente.

Acesse as íntegras das Resoluções do Conanda.

Texto de Régis Sant’Ana Júnior
CAOPCAE / MPPR

[Fonte: Direitos da Criança]

Matérias relacionadas:   (links internos)
»   CONANDA – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
»   Conselhos
»   Leis & Normas:   Resoluções do CONANDA
»   Publicações:   Conanda

Notícias relacionadas:   (links internos)
•   Notícias: SDH/PR e CONANDA   (antigas)
»   (16/04/2018)   CONANDA – Nota Pública sobre a legalidade da doação dirigida para os Fundos da Criança e do Adolescente
»   (19/06/2018)   LEGISLAÇÃO – Projeto cassa resolução do Conanda sobre propaganda infantil

Referências:   (links externos)
»   CONANDA – Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente
»   Direitos da Criança

Palestra na Conferência Municipal dos Direitos da Criança de Pirangi-SP

O Conselho Municipal dos direitos da Criança e do Admunicipal_verolescente de Pirangi  realizou no último dia 04 de outubro de Pirangi -SP a XI Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do adolescente. A conferência teve como objetivo discutir proposta para implementar a política de atendimento aos direitos da criança e do Adolescente. As propostas aprovadas na conferência municipal serão levada para Conferência Regional prevista para acontecer no mês de abril de 2019 na cidade de Barreto de acordo com a deliberação do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente ( CONDECA-SP). O evento contou a palestra do Pedagogo e Especialista em Gestão de Políticas Públicas e Socioeducação, José Boff, que ministrou a palestra Magna na Conferência Municipal, abordando o tema ” Proteção Integral, Diversidades e Enfrentamento das Violências contra crianças e adolescentes. Boff, destacou  quanto aos desafios a ser superados para romper com  a desarticulação, fragmentação e isolamento na execução das  políticas publicas de atendimento aos direitos humanos de crianças  e adolescentes, implantando ações integral e integrada em cumprimento  ao princípio da intersetorialidade.