Infográfico- Fluxo de Atendimento Conselho Tutelar

         Tenho visto muitas dificuldades dos profissionais em entender o fluxo de atendimento dos casos de violação dos direitos no Conselho Tutelar. Por isso criei o fluxograma para ajuda-lo na visualização do processo completo. Clique aqui para ter acesso gratuito:http://joseboff.rds.land/infografico-fluxo-de-atendimento-dos-casos-conselho-tutelar

3 Fatores importantes da lei da escuta humanizada de crianças e adolescentes vítimas de violência

Engrenagem 1.2Dados confirmam que, a cada hora, são registrados pelo menos cinco casos de violência à crianças e adolescentes no Brasil. Esse número assusta a todos, principalmente quem já passou por isso ou tem algum amigo ou família que sofreu violência sexual.

Depois de muito tempo sem dar a devida atenção para esse grave quadro do país, o Senado Federal aprovou em março desse ano, uma lei que possibilita a utilização de novos procedimentos de escuta, e tomada de depoimentos de crianças e adolescentes vítimas de violência.

Se você é um profissional de direito, ou somente um cidadão que se interessa pelas mudanças que o governo está propondo, para mudar o cenário de crianças e adolescentes, vítimas de violência no país, então confira o texto abaixo, que contém informações sobre os procedimentos recentes.

Novos procedimentos para escuta de crianças e adolescentes

Mas afinal de contas, que novos procedimentos são esses? Bom, para quem ainda não sabe, a lei cria  duas novas maneiras para ouvir as crianças e adolescentes.

A primeira, é a escuta especializada, que é feita perante órgão, que fica incumbido de cuidar do caso pela rede de proteção.

A segunda, é o depoimento especial, que caracteriza o processo no qual a criança ou adolescente dá a sua versão da história para um juiz ou policial.  Durante o depoimento, estarão presentes profissionais, com intuito de auxiliar a criança ou adolescente nesse processo, e mostra-los quais são seus direitos, de fato.

Sobre as regras

Uma criança que sofreu violência, principalmente sexual, e tem menos de sete anos, só pode dar o depoimento especial uma vez. Caso seja necessário repetir o procedimento, é preciso a concessão de uma autoridade judicial, e também que a vítima concorde em falar novamente, ou em última instância, uma testemunha.

Além disso, o órgão responsável pelos novos procedimentos para escuta de crianças e adolescentes vítimas de violência, afirma que tanto o depoimento especial, quanto a escuta especializada serão feitos em um local, feito para que as vítimas se sintam à vontade. A privacidade das mesmas também deverá será respeitada, acima de qualquer coisa.

Benefícios

Os novos procedimentos, para escuta de crianças e adolescentes vítimas de violência, trarão mudanças a longo prazo para o Brasil. A secretária nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Cláudia Vidigal, afirma que trabalhar para que as vítimas não tenham que passar por isso novamente é um grande passo.

Além disso, Cláudia diz que a partir da aprovação dessa nova lei, crianças e adolescentes passam a, finalmente, ser ouvidos com todo o cuidado e proteção que merecem. Ela conclui que também aposta em um crescimento significativo no número de denúncias de violência à criança e ao adolescente.

Bom, agora você, cidadão consciente ou profissional do direito, já sabe um pouco mais sobre a nova lei, que finalmente aprovou novos procedimentos para escuta de crianças e adolescentes vítimas de violência. Continue se informando e lutando pelos direitos dessas vítimas, para que possamos mudar a situação do país.

José Boff é Pedagogo, Pós Graduado em Psicopedagogia Clinica e Institucional e Especialista em Gestão de Políticas Públicas

 

Quem Sou Eu

 IMG_3598Graduado em pedagogia e pós graduado em psicopedagogia. Especialista em gestão de políticas públicas. Desde de 1995 atua como palestrante, facilitador e consultor nas áreas de politicas  públicas de atendimentos aos direitos da criança e do adolescente. Participou da elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente. Atuou como gestor na execução das medidas socioeducativas em meio aberto- Regional da Fundação Casa de Barretos, SP e São José de Rio Preto,SP. Assim é um especialista nesta área com 30 anos de experiência.

Requisitado pelo terceiro setor e órgãos públicos para realização de palestras e treinamentos de colaboradores contribuindo para qualificação e crescimento dos profissionais, resultando no aumento de sua produtividade.

10 dicas de atividades para o dia nacional de combate a violência e exploração sexual de crianças e adolescentes

O Dia 18 de maio, é uma conquista que demarca a luta pelos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes no território brasileiro e que já alcançou nesses 16 anos muitos municípios do nosso país.
Esse dia foi escolhido porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Esse era o nome de uma menina de apenas oito anos de idade, que teve todos os seus direitos humanos violados, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. O crime, apesar de sua natureza hedionda, até hoje está impune.
A proposta do “18 de maio” é destacar a data para mobilizar, sensibilizar, informar e convocar toda a sociedade a participar da luta em defesa dos direitos sexuais de crianças e adolescentes. É preciso garantir a toda criança e adolescente o direito ao desenvolvimento de sua sexualidade de forma segura e protegida, livres do abuso e da exploração sexual.
História
Em 1973 um crime bárbaro chocou o Brasil. Seu desfecho escandaloso seria um símbolo de toda a violência que se comete contra as crianças.
Com apenas oito anos de idade, Araceli Cabrera Sanches foi sequestrada em 18 de maio de 1973. Ela foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. O caso foi tomando espaço na mídia. Mesmo com o trágico aparecimento de seu corpo, desfigurado por ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória (ES), poucos foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.
Os acusados, Paulo Helal e Dante de Brito Michelini, eram conhecidos na cidade pelas festas que promoviam em seus apartamentos e em um lugar, na praia de Canto, chamado Jardim dos Anjos. Também era conhecida a atração que nutriam por drogar e violentar meninas durante as festas. Paulo e Dantinho, como eram mais conhecidos, lideravam um grupo de viciados que costumava percorrer os colégios da cidade em busca de novas vítimas.
A capital do estado era uma cidade marcada pela impunidade e pela corrupção. Ao contrário do que se esperava, a família da menina silenciou diante do crime. Sua mãe foi acusada de fornecer a droga para pessoas influentes da região, inclusive para os próprios assassinos.
Apesar da cobertura da mídia e do especial empenho de alguns jornalistas, o caso ficou impune. Araceli só foi sepultada três anos depois. Sua morte ainda causa indignação e revolta.
Mobilização para a data
O dia 18 de maio foi instituído em 1998, quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. O evento foi organizado pelo Centro de Defesa de Crianças e Adolescentes (CEDECA/BA), representante oficial do Ecpat, organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia. O encontro reuniu entidades de todo o país. Foi nessa oportunidade que surgiu a ideia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.
De autoria da então deputada federal Rita Camata (PMDB/ES) – presidente da Frente Parlamentar pela Criança e Adolescente do Congresso Nacional -, o projeto foi sancionado em maio de 2000.
Desde então, a sociedade civil em Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes promovem atividades em todo o país para conscientizar a sociedade e as autoridades sobre a gravidade da violência sexual.
O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes vem manter viva a memória nacional, reafirmando a responsabilidade da sociedade brasileira em garantir os direitos de todas as suas Aracelis.
Como você pode participar?

1.Pesquise sobre o assunto. Para falar sobre o problema, precisamos entender e divulgar corretamente as informações;

2. Busque parcerias. É estudante, funcionário de empresa privada ou instituição governamental? Converse com a administração da escola, com a administração da empresa/ instituição, converse com outras instituições e demonstre seu interesse em divulgar a Campanha;

3. Baixe os materiais que a Campanha disponibiliza no site www.facabonito.org.br. Todos os materiais são previamente autorizados para impressão. Divulgue em seu espaço. Se conseguir parcerias para impressão, melhor ainda.

Sugestões de atividades para divulgação do 18 de maio em sua escola, bairro ou instituição:

4. Tem uma sala, um parque aberto, uma praça disponível? Promova rodas de conversa

sobre o tema;

5. Conseguiu parceria para a impressão de materiais? Realize panfletagem em seu espaço;

6. Tem uma sala com TV disponível? Exiba filmes sobre o tema;

7. Tem acesso a rede de computadores em sua escola/ empresa? Coloque um papel de

parede para divulgar o dia;

8. É professor? Converse sobre o tema com seus alunos e promova um concurso cultural de

desenho, poesia, teatro, redação, música ou fotografia sobre o tema;

9. Conseguiu mobilizar muitos parceiros para a ação? Que tal fazer uma passeata?

10.Tem um blog, um canal no youtube, muitos seguidores em suas redes sociais? Curta

nossa página e divulgue a data e as informações que compartilhamos. Utilize as hashtags #FaçaBonito #18deMaio #18deMaioFaçaBonito.

Fonte: www.facabonito.org.br/chamadaparaacao

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